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“Jogadores e a seleção brasileira são uma obra de ficção”

jun 10 • Copa 2014, Copa do Mundo, Destaques, Seleção Brasileira, TICKERNenhum comentário em “Jogadores e a seleção brasileira são uma obra de ficção”

A torcida paulista é rotulada como inimiga número 1 da seleção brasileira. Também pudera, afinal historicamente o time canarinho joga em São Paulo e é sempre alvo de vaias.

O que causa temor à comissão técnica comandada por Felipão é que a estreia do Brasil na Copa do Mundo acontece nesta quinta-feira, às 17h, justamente em São Paulo, na Arena Corinthians.

As vaias já são esperadas, caso o bom futebol não apareça. É sempre assim.

O Blog Salgueiro FC conversou com a psicóloga Katia Rubio, professora da escola de educação física e esporte da Universidade de São Paulo (USP), que abordou a relação torcida paulista x seleção brasileira:

“Os torcedores não se identificam com o time que está em campo. Os atletas saindo do país perdem o contato com os torcedores. Estes jogadores são quase uma obra de ficção em cima de uma seleção que é também uma ficção, afirmou Katia Rubio.

Apesar dos principais campeonatos internacionais serem transmitidos para o Brasil, a psicóloga entende que isso não ajuda na aproximação dos atletas com os brasileiros.

“A relação destes jogadores da seleção com os brasileiros é virtual. Na Copa do Mundo, muitos torcedores que forem ao estádio verão pela primeira vez estes jogadores atuando em campo. ”

Katia Rubio critica o distanciamento da seleção do seu país e faz um comparativo na relação de amor dos torcedores com seus clubes do coração.

“Na relação com os clubes é diferente, pois os torcedores veem os jogadores em campo, nos jogos, e com uma identificação com o seu time. Já na seleção isso não acontece”, ressalta. “O torcedor perdeu a referência de identidade com a seleção brasileira, que é uma instituição que nos foi roubada. ”

Para ela, nem Neymar, que até pouco tempo jogava em campos brasileiros, é capaz de resgatar a identidade perdida pela seleção brasileira com o torcedor brasileiro.

“A identidade do Neymar estava ligada ao Santos. Os rivais do Santos não torcem para o jogador. O Neymar pode ser carismático para um grupo de pessoas, mas não é unanimidade no país. ”

Para a psicóloga, a perda de identidade passou a derrubar a seleção brasileira a partir da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

“De lá pra cá só tivemos perda de apropriação em relação à seleção brasileira. No passado, o refrão dizia: A Copa do Mundo é nossa… Nossa? De quem? Quem está jogando lá não é o Brasil”, critica Katia Rubio.

Foto: Getty Images

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