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Sem revanchismo, é preciso tirar o chapéu para Felipão. Opine!

jul 1 • Copa 2014, Futebol pelo Mundo1 comentário em Sem revanchismo, é preciso tirar o chapéu para Felipão. Opine!

Goste ou não de Felipão é preciso admitir: o técnico conseguiu dar uma cara à seleção brasileira. Após uma fase de incertezas e resultados ruins, o treinador superou as desconfianças e armou um time competitivo. A conquista da Copa das Confederações é a maior prova disso.
Fui contra a ida de Felipão para a seleção brasileira. Mano Menezes foi rifado em seu melhor momento à frente do time e a convocação de Scolari retratou ao menos para mim um retrocesso no comando do time pentacampeão.
Vejo Felipão ainda um treinador ultrapassado, sobretudo na parte tática.
No entanto, ele tem estrela. Isso é inegável. Felipão conseguiu num período curto de treinamento extrair o máximo de um bom grupo, mas que não mostrava entrosamento.
A seleção ganhou uma cara durante a Copa das Confederações e atingiu seu ápice justamente na decisão contra a Espanha. A atuação do time de Felipão na final é para a história. Um futebol moderno, de muita obediência tática e transbordando motivação. Bem ao estilo Felipão.
Fica claro ao menos para mim que o entrosamento é total do treinador com o auxiliar Carlos Alberto Parreira. A dupla trabalhou firme na busca por um time e colheu os frutos com o título da Copa das Confederações.
Quem acompanha Felipão, sabe que o treinador é forte na parte da motivação. O treinador consegue como poucos mobilizar o grupo de atletas em busca de um objetivo. A “família Felipão” nasceu dessa postura do treinador, que realmente sabe unir e envolver seu elenco.
Já a parte tática fica por conta de Carlos Alberto Parreira. Estudioso do futebol, o auxiliar, com certeza, respalda o treinador quando o assunto é esquema, posicionamento tático e por aí vai…
E afirmar isso não é demérito algum a Felipão. Apenas a conclusão de que a dobradinha é de sucesso, com cada profissional contribuindo com o que tem de melhor. No caso de Felipão, a motivação. Já Parreira, a parte tática.
O grande trunfo do Brasil diante da Espanha, na decisão da Copa das Confederações, foi a obediência tática, somada à motivação dos jogadores. A seleção teve uma atuação perfeita. Marcou firme e de forma intensa os 90 minutos, empolgando a torcida com uma disposição dificilmente vista em clubes e seleções.
Grupo “quase” fechado
É fato também que Felipão cresce nos momentos de maior pressão. Respaldado por Parreira, o treinador mira agora a execução final do seu trabalho, ou seja, a definição do grupo de atletas para a Copa do Mundo.
Para mim, o treinador já tem a maioria dos eleitos. Pelo menos 80% do grupo está definido. Felipão se escora na gratidão. Na Copa das Confederações, no momento de maior pressão em cima do seu trabalho, os jogadores deram uma resposta positiva. Felipão não esquece.
A tendência é que a seleção cresça ainda mais sob o comando de Felipão. E brigue pela hexa em 2014. As coisas mudaram? Claro que sim. Fui contra Felipão na seleção. Agora, diante do bon resultado na Copa das Confederações, tiro o chapéu para o treinador. Sem revanchismo.
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