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Argentino, polêmico… Gênio da bola!

nov 6 • Destaques, Grandes Craques, TICKERNenhum comentário em Argentino, polêmico… Gênio da bola!

Um gênio argentino, polêmico, carrasco do Brasil numa Copa do Mundo… Esse foi Diego Armando Maradona, um dos maiores camisas 10 que tive o prazer de ver jogar. Com 1m65 de pura genialidade, Diego marcou minha vida de torcedor e amante do futebol.

Com 14 anos, assisti o craque ganhar uma Copa do Mundo praticamente sozinho. Apesar de ser uma heresia afirmar isso, já que o futebol é um esporte coletivo, Maradona foi o grande comandante de uma seleção que triunfou no Mundial de 1986, no México.

A nós, brasileiros, restou aplaudir Diego e seus comandados, de pé, após amargar mais uma geração comandada pelo mestre Telê Santana cair nos pênaltis, diante da França, nas quartas de final.

Maradona foi craque, gênio, fora de série. O maior que apareceu até hoje na Argentina e um dos maiores do mundo. Lionel Messi? É craque, mas perto de Maradona torna-se apenas um ótimo jogador.

Diego está para os argentinos assim como Pelé para nós, brasileiros. Apesar de Edson Arantes do Nascimento ter jogado mais que o Hermano, é fato. No entanto, não vi Pelé em ação, então fico com Diego.

O futebol que Maradona apresentou na Copa do México não surpreendeu os amantes do futebol. O camisa 10 já chegou àquele Mundial como um gênio do futebol.

Antes da Copa, Maradona mostrava toda sua magia no pequeno Napoli, da Itália, que se tornou gigante com ele e a inesquecível dobradinha com o brasileiro Careca. Lá, Diego jogou por sete anos, onde cumpriu 259 jogos e marcou 115 gols.

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Detalhe: no clube italiano, o craque argentino marcou um gol a menos que sua trajetória no Argentino Juniors, clube pelo qual Maradona apareceu para o futebol, cumprindo 166 partidas e marcando 116 gols.

Diego Maradona defendeu ainda o Boca Juniors por empréstimo de um ano (81/82), antes de se transferir para o Barcelona, da Espanha. O craque defendeu ainda Sevilla, Newell’s Old Boys e retornou ao Boca Juniors, seu clube do coração, onde deu adeus ao mundo da bola, em 1995/97.

Nesta última passagem pelo clube argentino, cumpriu 31 jogos e fez sete gols.

No entanto, foi na seleção argentina que Diego Armando Maradona marcou minha vida de torcedor. Pela seleção nacional, o craque jogou por 17 anos (1977/94), cumprindo 91 jogos e marcando 34 gols.

Foi com a camisa da seleção que acompanhei Diego ganhar um Mundial praticamente sozinho, em 1986, e decepcionar o mundo do futebol quatro anos antes, em 1982, na Espanha, quando acabou expulso durante o duelo com o Brasil, em que a Argentina foi humilhada por 3 a 2 e Diego agrediu de forma covarde o volante Batista.

Maradona provou que aquele não seria o seu Mundial, pois a imaturidade ainda  o derrubava. Dito e feito. Quatro anos depois, conseguiu exibir toda sua  genialidade em terras mexicanas.

Foi em 1993 que tive o prazer de ver Diego em ação, dentro das quatro linhas,  durante um amistoso entre o campeão do mundo São Paulo, contra o Sevilla, no  Morumbi. O Tricolor venceu por 2 a 0 e o argentino desfilou sua habilidade,  acertando, inclusive, a trave de Zetti. Foi inesquecível.

Anos mais tarde, em 2000, reencontrei o craque. Desta vez, eu como jornalista  do Jornal Diário Popular e ele como comentarista e torcedor do Boca Juniors,  que faria a decisão da Libertadores da América, diante do Palmeiras, no  Morumbi.

Marquei o craque de  forma implacável no saguão do hotel Renaissance, na  Zona Oeste de São Paulo. Lá pude trocar algumas palavras com Diego que,  temperamental e acompanhado de uma de suas filhas, não quis papo com a imprensa brasileira.

Mesmo assim, o encontro rendeu uma ótima matéria, principalmente quando por obra do acaso um ônibus com torcedores do Boca chegou ao hotel e Maradona invadiu a rua para saudar os fanáticos.

Maradona era assim. Um craque da bola, o qual tive o prazer de ver jogar. Pra mim interessou apenas a sua genialidade em campo. Fora das quatro linhas, o craque errou, mas por conta e responsabilidade dele.

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