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Corinthians campeão: Cássio gigante e arbitragem erra dentro e fora de campo

abr 9 • Corinthians, Destaques, Palmeiras, Paulistão, TICKER, TimesComentários desativados em Corinthians campeão: Cássio gigante e arbitragem erra dentro e fora de campo

– Corinthians campeão paulista é a vitória do conjunto sobre o talento individual. Como equipe e força de conjunto, o Alvinegro está ainda num patamar acima do rival.

– Paulo Nobre fez história como presidente do Palmeiras, recolocando o clube num outro patamar. Revolucionou a parte administrativa do clube, tirando o time do ostracismo financeiro e oferecendo estrutura de primeiro mundo ao Alviverde.  No entanto, o maior erro do ex-presidente foi ajudar a conduzir Mauricio Galiotte ao posto de mandatário do clube. Galiotte é um desastre como presidente e não demonstra capacidade de dar continuidade ao bom trabalho de gestão de Nobre;

– Ao desmerecer o estadual, chamando de Paulistinha, o atual presidente alviverde pisa numa das conquistas mais emblemáticas do clube, o estadual de 1993 e justamente em cima do rival Corinthians, quando o clube deixou a dolorosa fila sem títulos;

– Galiotte joga pra torcida quando diminuiu o estadual. Pior ainda quando proíbe jogadores e o técnico Roger Machado de darem entrevistas ao final da decisão. Recusa-se ainda a receber a premiação de vice-campeão no gramado e promete não mandar representante à festa dos melhores do Paulistão. Galiotte deveria ficar na arquibancada, pois combina mais com sua postura. Um dirigente deselegante e mau perdedor;

– Se é contra o Paulistinha, então que coloque o time sub-23 no ano que vem e assuma isso junto à torcida e instituição. Esse seria um protesto justo e respeitoso. Criticar a competição após dar a benção ao regulamento e suas mazelas é feio e soa como choro de mau perdedor. O Palmeiras é enorme como ele mesmo diz e, por isso, não merece uma postura assim;

– Em tempo: eu chamo, sim, o estadual de Paulistinha e faço isso há alguns anos e não me refiro desta forma de acordo com o vencedor da competição. Vejo o atual estadual como modorrento, arrastado e fraco tecnicamente, sobretudo pela “morte” dos clubes do interior. Por isso, nego-me a chamar de Paulistão, que vivi seu auge nos anos 80 e parte dos anos 90 e sinto muitas saudades dos anos dourado do estadual paulista;

– A bola pune. Escrevi aqui que o Palmeiras havia perdido a chance de matar o campeonato em Itaquera, na primeira partida decisiva, quando foi melhor do que o rival e desistiu de forma frustrante de jogar, optando por administrar a vitória pelo placar mínimo mesmo tendo a chance de fazer mais gols;

– A decisão paulista teve dois jogos iguais, com as equipes marcando no início do jogo e depois passando a administrar o resultado. Foi assim com a vitória alviverde, em Itaquera, e o triunfo alvinegro, no Allianz;

– Já nas penalidades, que era a minha aposta desde antes das duas finais, Cássio e Jaílson ganharam destaque. O goleiro alvinegro, mais experiente e, por consequência, mais experimentado, foi melhor e pegou dois pênaltis (Dudu e Lucas Lima);

– Sobre a polêmica do jogo final envolvendo a arbitragem, tenho uma opinião e deixei isso claro logo após o final da partida: o pênalti de Ralf em Dudu não existiu. Respeito quem acha o contrário, mas para mim o lance é muito claro: Ralf pega a bola, que muda de direção. Inclusive, Dudu começa a cair mesmo antes do possível choque.

– Minutos antes, um lance igual aconteceu, envolvendo Sidclay e o arbitro acertou em não marcar a penalidade;

– Dito isso, afirmo: houve, sim, interferência externa. Após assistirem o erro crasso do juiz, o quarto árbitro foi avisado e anulou o lance. Essa interferência não pode acontecer, é simples;

– Arbitragem errou duas vezes: na marcação do pênalti, que não aconteceu, e na anulação do lance, após interferência externa;

Sobre outros dois lances de possíveis pênaltis para o Palmeiras, o árbitro interpretou de forma correta os lances: Ralf não segura Borja dentro da área e Henrique não tem intenção, tampouco foi imprudente no lance de mão na bola dentro da área;

– Vale lembrar que essa interferência já foi vista em algumas partidas do Brasileirão do ano passado. O Fla-Flu foi o jogo mais emblemático da interferência da TV, quando um gol do Tricolor foi anulado;

– Como sempre, o Paulistão deve servir de laboratório. O Brasileirão já se inicia no próximo final de semana e a exigência do nacional é bem maior. Que o Corinthians festeje a conquista sobre o maior rival, mas entenda e acima de tudo assimile suas deficiências, sobretudo no ataque para brigar pelo bicampeonato na principal competição do país;

– E o Palmeiras saiba lidar com a frustração da perda do título em casa para o maior rival, mas acima de tudo reforce a convicção no planejamento e no trabalho de Roger Machado. A temporada está ainda no início e grandes conquistas podem ser alcançadas;

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