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Meus ídolos estão indo embora…

jul 24 • Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Destaques, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, Seleção Brasileira, TICKER, Times, Vasco, VitóriaNenhum comentário em Meus ídolos estão indo embora…

A dor do abandono é enorme. Sinto isso com o passar do tempo. Meus heróis estão indo embora. Todos, um a um, têm partido para uma melhor, como dizem, e eu sigo aqui, frustrado e com saudades. Uma traição enorme com a minha dor e minha saudade…

Waldir Peres se foi neste final de semana. Sócrates deu adeus há quase seis anos. Luciano do Valle me deixou há três. E Ayrton Senna, que se despediu há mais de duas décadas, justamente num domingo, o dia que aprendi a idolatrá-lo como ídolo, herói, amigo, irmão…

O que fazer sem a presença mesmo de longe do goleiro, que era minha inspiração nos gols da pracinha em frente a minha casa. E o vazio que sinto com a ausência do doutor Sócrates e sua inteligência infindável? Não ter a chance de ligar para o Magrão para uma entrevista e se despedir, agradecendo a felicidade por tê-lo como ídolo machuca, maltrata, castiga…

E o gol sem a voz de Luciano do Valle? A emoção não é mais a mesma. Trabalho com isso, sigo na empresa em que o narrador fundou o esporte e me ajudou a optar pelo futebol como profissão. O cara que gritou as melhores emoções que poderia ouvir em minha vida de torcedor e jornalista, especializado em esporte. Poxa, Luciano…

E Ayrton, que me fez esquecer a Fórmula 1 como esporte…

Os heróis se vão e seguimos aqui, órfãos de lembranças e emoções. Foram muitos anos de convívio que, mesmo de longe, marcaram uma vida. Pessoas como Waldir Peres, Sócrates, Luciano do Valle, Ayrton Senna, entre outros, deveriam ser eternos.

Sim, as imagens estão aí para a eternidade. A emoção e a idolatria seguirão firmes na estante do meu coração, mas é fato que o adeus machuca. Tenho dificuldade em aceitar de forma passiva o fim de uma relação…

Vivemos de heróis. De caras que foram referência e fizeram a gente sonhar. Tudo que marcou torna-se inesquecível. No caso de Waldir, a falha dele na estreia da Copa do Mundo de 1982, diante da União Soviética, frustrou. O Brasil venceu, mas não o xinguei. Perdoei, pois para minha ele era infalível.

O perdão e o agradecimento aconteceram também com o doutor, diante do pênalti perdido diante da França, no Mundial de 1986, e com Luciano do Valle, quando este soltou a voz com força e emoção no gol contra o meu time. Meus heróis sempre estiveram acima de qualquer intolerância. Eles não têm defeito. Tem, sim, meu obrigado e minha emoção eterna.

Obrigado ídolo Waldir pelas defesas e sonhos. Até breve!

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