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O futebol moderno naufraga no Brasil

mar 6 • Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Destaques, Estadual, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, TICKER, Times, Vasco, VitóriaNenhum comentário em O futebol moderno naufraga no Brasil

No Brasil, o futebol moderno se perdeu. Ou pior, apresenta um produto que despenca em qualidade e em apelo junto ao amante do esporte. E por vários motivos, é verdade. Fato é que o esporte número um do brasileiro perde pegada a cada ano. A emoção é ainda grande, a paixão ainda é arrebatadora entre os torcedores, mas os amantes do esporte estão cada dia está mais distantes dos estádios de futebol.
No final de semana, o Fla-Flu, um dos clássicos mais charmosos do planeta, apresentou pouco mais de 24 mil torcedores presentes ao estádio Nilton Santos. Num comparativo, o clássico paulista entre Corinthians e Santos, no sábado, em Itaquera, teve um público de cerca de 36 mil pagantes.
No Rio, o clássico teve a presença das duas torcidas, após muita briga nos bastidores. Já no duelo de São Paulo, a torcida única imperou, numa derrocada (mais uma!) das autoridades diante da violência dos marginais.
Os duelos apresentavam também um apelo distinto na expectativa dos torcedores: o Fla-Flu era a decisão da Taça Guanabara. Já o clássico paulista apenas um jogo de meio de tabela, de um Paulistão que hoje pode ser chamado de Paulistinha por causa do pouco apelo junto aos torcedores.
Fica muito claro que o futebol mudou por aqui. E pra pior. Nos anos 80, o Fla-Flu era jogado no Maracanã, que até então tinha o status de “maior do mundo”, e com 120 mil pagantes.
Já Corinthians e Santos jogavam no Morumbi e também para um público de mais de 100 mil torcedores. E o público comparecia mesmo em jogos do estadual, que também tinha outro apelo. Tudo muito diferente.
O futebol perde força a cada ano. A paixão segue igual, mas o torcedor está cada vez mais distante do espetáculo. E por dos motivos cruciais: ou por receio da violência descabida e aceita de forma passiva pelas autoridades, que tira a liberdade do amante do esporte de ir ao estádio ou andar pelas ruas com a camisa do seu clube do coração ou pelo famigerado sistema imposto pelo futebol moderno, onde o consumidor do futebol precisa ser “sócio” do clube para adentrar ao estádio.
Foi-se o tempo que o torcedor tinha a liberdade de adquirir os ingressos quando e como quisesse. Decisões assim elitizam o esporte mais popular do país e distanciam também o torcedor que não dispõe de recursos para alimentar sua paixão pelo clube.

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