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Entrevista: ‘Se relaxar, é atropelado’

out 7 • Fala, Brazuca, Seleção Brasileira, TICKER3 comentários em Entrevista: ‘Se relaxar, é atropelado’

Sem alarde e com muita disciplina tática, o volante Luiz Gustavo revela ao Blog Salgueiro FC o que o fez garantir um lugar na seleção brasileira comandada por Felipão. “Procuro sempre fazer o que os treinadores me pedem. Respeito muito isso”, afirma o jogador, que deixou neste ano o Bayern Munique para defender o Wolfsburg. “Se você der uma relaxada, pensando que já está na frente de alguém, você é atropelado na seleção.”

Confira a entrevista exclusiva do cão de guarda de Felipão na Copa das Confederações e que provalvelmente estará como titular da seleção na Copa do Mundo do ano que vem, aqui no Brasil:

– Blog Salgueiro FC: Qual foi a grande virtude sua para conseguir um lugar como titular no time de Felipão?

Luiz Gustavo: Acho que o trabalho sério, a vontade de vencer com a camisa da seleção brasileira. Sempre levo minhas coisas a sério. Até dentro de casa sou assim.

– A obediência tática seria o grande diferencial para cair nas graças do treinador da seleção?

Procuro sempre fazer o que os treinadores me pedem. Respeito muito isso. Se não é para fazer isso ou aquilo, tento cumprir da melhor maneira possível e entender o que o time precisa.

– A concorrência é grande na seleção. Você admite estar à frente dos demais concorrentes pelas últimas atuações com a camisa da seleção?

Na Seleção Brasileira não existe lugar garantido ou coisa parecida. Somos uma seleção onde temos vários jogadores de qualidade em todas as posições. Se você der uma relaxada pensando que já está na frente de alguém, você é atropelado. Não me vejo a frente dos outros jogadores. O que existe é uma identificação maior do grupo todo que conquistou a Copa das Confederações. Isso conta muito. O grupo se ajudou muito e se respeita bastante.

– Depois da conquista da Copa das Confederações, o Brasil ganhou estatus de favorito ao hexa no Brasil?

O Brasil é favorito sempre em qualquer competição. Somos a seleção que mais títulos mundiais conquistou. Temos uma história maravilhosa e jogadores de qualidade. Por isso sempre seremos apontados como favoritos. Mas temos que fazer este favoritismo valer dentro do campo. Não adianta entrar só com a camisa, temos que jogar como campeões.

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– Jogar uma Copa do Mundo no Brasil como titular da seleção seria o melhor momento da sua carreira?

Sem duvida poderá ser o momento de maior emoção da minha carreira. Todo jogador sonha em primeiro jogar pela sua seleção. Depois jogar uma copa do mundo. E poderei ter a chance de jogar na seleção, em uma copa do mundo no meu país. Realmente é marcante.

– A sua saída do Bayern Munique foi motivada pela chegada do Guardiola?

Não diria motivada por esse ou aquele. Eu precisava jogar. Ficar no banco neste inicio de temporada poderia me dificultar as coisas na seleção brasileira. Por isso optei em sair e jogar em outra equipe.

– Acertar com o Wolfsburg não foi um retrocesso na sua carreira?

Não considero um retrocesso. Tudo depende do ponto que você puxar sua análise. O clube tem uma estrutura muito boa, irei jogar mais do que jogaria no Bayern, financeiramente também foi uma boa proposta. E além de tudo isso, estarei mostrando meu trabalho ao treinador da Seleção Brasileira. Esses são fatores positivos.

– Você pensa em voltar a atuar no futebol brasileiro?

No momento não. Penso em ficar ainda um bom tempo no futebol europeu. Adaptei-me bem por aqui dentro e fora de campo.

– Com a experiência adquirida no futebol europeu, como você vê o atual momento dos clubes brasileiros? Existe mesmo esse abismo entre os clubes do Velho Continente e da América do Sul?

Existe uma diferença sim. Mas não é só no futebol que é assim. Essa diferença econômica e cultural esta presente em todos os segmentos. O futebol está dentro dessa engrenagem toda. Mas na América do Sul, o Brasil está nadando de braçada. Os clubes tem boa estrutura e pagam mais que nos outros países do continente.

 

Fotos: Divulgação

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3 Responses to Entrevista: ‘Se relaxar, é atropelado’

  1. Luidy Garcia disse:

    Esse daí, sem dúvidas nenhuma, foi o que mais cresceu de produção na seleção com a chegada de Felipão, depois do Neymar. Vem sendo um leão no meio campo brasileiro. Vaga carimbada, para mim, e merecidamente. Jogador fundamental neste esquema que vem jogando a seleção. Na minha opinião, fez bem em sair do Bayern, já que naquele sonolento estilo de jogo do Guardiola, ele iria ficar de fora. E mais bem ainda fez em não ter voltado para o futebol brasileiro, como muitos acham que jogando aqui, os jogadores ficam “mais próximos” da seleção. Enquanto tiver mercado por lá, é melhor que nem volte mesmo. Um dia, espero poder trocar de opinião e achar que voltar para o futebol brasileiro não seja um retrocesso, mas fica difícil achar isso com jogos de dois em dois dias praticamente. Abraço

  2. Fabio Salgueiro disse:

    Valeu, Marreca! Abraço

  3. Rafael disse:

    Realmente o blog está excelente, parabéns pelo conteúdo.

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