Free songs

Palmeiras perdeu a chance de dar a volta olímpica em Itaquera

abr 1 • Corinthians, Palmeiras, Paulistão, TimesComentários desativados em Palmeiras perdeu a chance de dar a volta olímpica em Itaquera

Palmeiras larga na frente do Corinthians (1 a 0) e fica próximo da conquista do estadual. Para quem gosta de números, a decisão está 60% a 40%. Aposto no Alviverde. No entanto, não está ainda definido.
Reitero: o Palmeiras perdeu a chance de definir o título em Itaquera. Fez um belo jogo, abriu ótima vantagem, mas não bateu o martelo. Terá, sim, emoção no jogo da volta…
 
Dito isso, ressalto: os comentários após a partida são assustadores. Impressionante como o fanatismo cega as pessoas, até mesmo àqueles que não poderiam deixar a paixão contaminar. Tento me blindar para seguir em frente, porém admito que a cada dia a vontade de debater o futebol por aqui e pelas demais redes diminuiu de forma avassaladora, sobretudo pela má educação e deboche das pessoas.
O revanchismo é nojento. Você acumula mais de 20 anos de profissão, prepara-se para analisar o futebol, aprofunda-se em leituras, carrega experiência e vira alvo de torcedores que o colocam no mesmo patamar de cegueira deles por causa do time do coração. Não existe desrespeito maior que isso. Por àqueles que ainda sabem debater, sigo por aqui, mas sinceramente não sei até quando…
 
O jogo
 
O Palmeiras “engessou” o Corinthians com uma marcação forte e eficiente. Méritos para Roger Machado que, taticamente. matou a pau no dérbi;
 
– Fábio Carille tem enorme culpa na derrota alvinegra. Explico… Ao optar por Emerson Sheik, ele não só queimou uma substituição que seria certa, mas perdeu a chance de colocar um jogador experiente na etapa final, que teria o jogo pegado que tanto gosta à disposição e diante de uma zaga cansada. Erro crasso do treinador;
 
– Ao tirar Romero do time, Carille perdeu o jogador da beirada do campo, que marcaria Dudu. Romero não vive grande fase, mas taticamente vai bem, pois tem disciplina e admite suas deficiências sem melindre;
 
– Rodriguinho fez uma de suas piores partidas pelo Corinthians;
 
– Pedrinho tem potencial, é um jogador especial, mas não se pode cobrar dele uma virada de placar, até porque o novato só entra na famosa “gelada”. Para ter futuro no time, Pedrinho precisaria ter a confiança do chefe, o que não possui;
 
– O bom banco de reservas pesou a favor do Palmeiras. O investimento num determinado momento faz a diferença. E na primeira decisiva pesou. E olha, vale destacar: Keno poderia ser o antídoto final para “matar” o Corinthians na decisão e acabou não entrando no segundo tempo, quando já estava na linha lateral;
 
– O Palmeiras venceu, mas repetiu o mesmo erro do jogo diante do Santos. Recuou após o gol, optando por administrar a vantagem mínima. Com a força do time atual não precisa fazer isso, pelo contrário. Deve seguir na jugular do rival para matar o jogo. Esse perfil que define os grandes times;
 
– Pedi William Bigode e Keno desde o início, sem Borja no time. Roger optou pelo colombiano e mostrou que estava certo. Na única chance que teve, o artilheira fez seu sétimo gol na temporada e colocou o Alviverde em vantagem;
 
O árbitro
 
– Elogiar a atuação do árbitro Leandro Bizzio Marinho é duvidar da inteligência de quem gosta e aprecia o futebol e o bom espetáculo. O juiz se mostrou inseguro, sem personalidade e covarde para mostrar cartões. No momento das expulsões, ao final da primeira etapa, faltou a ele bom senso e uma dose de malandragem, já que poderia pegar a bola e encerrar a etapa, pois faltava 10 segundos para o fim do acréscimo de um minuto. Desta forma, acabaria com o bate boca e empurrões;
 
– O árbitro optou por seguir o lance, exigindo a cobrança do lateral e a confusão começou. Ao invés de assistir os brigões, resolveu apartar, ficando no meio dos jogadores e levando peitada. Uma vergonha. Depois de muito diz-que-diz-que expulsou os jogadores errados;
 
– Bizzio ao deixar Gabriel em campo e dar um cartão amarelo para Dudu apenas aos 25 minutos do segundo tempo comprovou sua péssima arbitragem. Dois jogadores que não mereciam terminar em campo o dérbi;
 
Enfim, os primeiros 90 minutos da decisão do estadual teve muita polêmica, briga, discussão e pouca bola. Que no jogo da volta tudo se inverta: tenhamos futebol e zero polêmica. Óbvio que esperar isso no futebol brasileiro chega a ser utopia, já que todos, sem exceção, jogam contra o espetáculo;
 
Sorte de quem gosta de futebol, que a semana oferece o mata-mata da Liga Campeões e da Liga Europa, duas competições que estão em outro patamar de organização e respeito entre os profissionais.
Comentários

Related Posts

« »