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Clubes precisam cair na real

dez 14 • Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, Destaques, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sem categoria, TICKER, Times, Vasco, VitóriaNenhum comentário em Clubes precisam cair na real

O futebol brasileiro vive uma crise sem precedentes e que é ignorada de forma irresponsável pelos dirigentes dos clubes. De dez agremiações de norte a sul do país, nove delas devem salários a jogadores e membros da comissão técnica. O buraco financeiro é enorme e conta com a complacência dos cartolas, que relutam em cair na real.

O futebol brasileiro viveu um passado recente de grandes contratações. Os investimentos foram altos e o marketing ditou o ritmo da chegada das grandes estrelas.

Ronaldo Fenômeno foi apenas um dos astros a brilhar por aqui com a camisa do Corinthians, talvez dando início a estes oásis financeiro que tomou conta do futebol brasileiro nas últimas temporadas.

A crise assolou a economia mundial, todos colocaram o pé no freio, com exceção dos clubes daqui. Seguiu-se gastando muito e arrecadando menos. As contas não fecharam e a dívida, claro, cresceu. A realidade é cruel.

O Corinthians, um dos clubes mais populares do país e com mais apelo no mercado do futebol do que os rivais, não conseguiu fechar o “naming rights” de seu estádio, que foi palco da abertura da Copa do Mundo no Brasil.

O time do povo deve ainda premiação pela conquista da Recopa, conquistada em 2013, para jogadores e técnico. O rombo é enorme e a retração nos gastos se faz necessária.

É fato também que o torcedor se acostumou com as estrelas e as cobranças são fortes. Mas é preciso ter bom senso e responsabilidade com os cofres dos clubes.

O Palmeiras, outro gigante do futebol brasileiro, passou os dois últimos anos sem o chamado “patrocínio máster” em sua camisa. A luta agora é encontrar um parceiro que aceite pagar pelo menos metade do que era arrecadado há três anos com este tipo de patrocínio.

No entanto, é fato que, com ou sem um parceiro, os clubes precisam enxugar os gastos, pois a conta não tem fechado ao final do mês.

O futebol brasileiro convive atualmente com cifras que podem ser consideradas absurdas em se tratando de salários pagos a técnicos e jogadores. Atletas considerados medianos chegam a receber cerca de R$ 500 mil mensais. O mesmo valor pago aos principais treinadores do país.

Já os craques repatriados, como Alexandre Pato, por exemplo, recebem um valor ainda maior e sem contar muitas vezes com o respaldo do marketing, que tem sofrido com ações pouco efetivas por causa da crise mundial.

Por outro lado, os dirigentes, acuados e com os cofres vazios, buscam junto ao governo federal o perdão das dívidas dos clubes, com a promessa de equilíbrio financeiro e cortes de gastos. Balela…

Com ou sem o perdão do governo, os clubes precisam rever a política de gastos. A crise é uma realidade e as agremiações se afundam cada vez mais num buraco sem fim. Se não houver uma mudança de postura emergencial, muitos clubes ficarão pelo caminho. Com o pires na mão muitos deles já estão, essa é a realidade.

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