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Dia do Goleiro: Um sonho que virou pesadelo!

abr 26 • Sem categoriaNenhum comentário em Dia do Goleiro: Um sonho que virou pesadelo!

Em mais de uma década de jornalismo e trabalhando na cobertura de esportes, em especial o futebol, sempre tive uma relação bastante estreita com os goleiros, os chamados “guarda-metas”. É que sempre me identifiquei com os camisas 1, pois meu sonho era jogar num grande clube e com camisa de manga longa e luvas. Não consegui. Esse sonho tornou-se pesadelo já nas peladas da rua de casa, quando fui descobrindo aos poucos que eu tinha mais intimidade com os textos do que com a bola. Foi triste…
No entanto, meu lugar no time da rua sempre estava garantido, afinal eu era o dono da bola. Se eu não jogasse não tinha pelada, então como disse um dia Mário Jorge Lobo Zagallo: “Eles tiveram de me engolir por muito tempo!” 
Dito isso, no Dia do Goleiro, comemorado nesta quinta-feira (dia 26), eu faço questão de prestar minha homenagem a estes profissionais do gol. Atletas que quase em sua totalidade tentaram a sorte na linha, mas sem sucesso partiram para o desafio de fechar o gol. 
Ser goleiro não é fácil, é verdade… Mas é uma posição das mais importantes de um time de futebol, senão a mais importante. Explico: O gol é a chamada posição de confiança de um treinador. Além disso, existe a velha máxima que todo bom time começa com um ótimo goleiro. Sendo assim, os arqueiros são muito valorizados dentro e fora de campo no mundo do futebol. 
Na minha carreira de jornalista pude conviver com grandes goleiros. E fazer amizade também com boa parte dos melhores camisas 1 do futebol brasileiro. Entrevistei por inúmeras vezes, por exemplo, Marcos e Rogério Ceni, dois dos principais goleiros do país. Além da dupla, convivi com Dida, com quem não fiz amizade por causa do temperamento do jogador, muito reservado e sem simpatia por um bom papo. Tive também o prazer de entrevistar e conversar com uma safra de novatos, que busca agora um lugar ao sol, casos de Julio Cesar e Deola.
E conversar com outros arqueiros que fizeram história, casos de Zetti, Emerson Leão (foto), Gilmar Rinaldi, Valdir Peres e Carlos “Ganso”.
Até pelo convívio e identificação com a posição, sempre torci pelo sucesso destes craques do gol. Missão inglória, até porque eles estão ali para impedir o momento máximo do futebol que é o gol. Mas de grande prazer e emoção pelo fato de serem responsáveis por momentos de grande plástica como numa defesa de um chute no ângulo, a chamada “ponte”.
Marcos e Rogério Ceni são dois expoentes da minha geração. Dois goleiros que marcaram minha vida como jornalista. Como torcedor, guardo ótimas lembranças de Carlos, o “Ganso”, Ronaldo Giovanelli, com quem divido hoje opiniões na TV Bandeirantes, Valdir Perez, Emerson Leão, Rodolfo Rodrigues e Paulo Sérgio, que fez fama no Rio, jogando pelo Botafogo, mas que me marcou pelas ótimas defesas e por figurar no álbum da Copa de 1982, com uma camisa azul da seleção brasileira que eu era apaixonado. As recordações são muitas.
Os goleiros merecem ser reverenciados. Estes craques do gol dão um brilho especial ao espetáculo da bola, mesmo quando impedem um pênalti ou um gol de bicicleta. As vaias, mesmo diante de um frango, não deveriam nunca ser endereçadas a eles. É pura covardia. Ser goleiro não é fácil, que o diga esse jornalista aqui…

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