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O Corinthians e a Fiel vivem o drama da camisa 9

maio 28 • Sem categoria1 comentário em O Corinthians e a Fiel vivem o drama da camisa 9

Um bom time começa com um bom goleiro, dando início assim a uma ótima defesa. Não à toa, os treinadores, assim que assumem um equipe, adotam o discurso de que primeiro darão um jeito na “cozinha” para só depois pensar nos demais setores do time. Perfeito. O futebol é assim…
Mas faço aqui uma indagação: Com apenas uma defesa forte é possível uma equipe de futebol ser vencedora?
O Corinthians tenta provar que sim, uma vez que tem um time com o melhor sistema defensivo do país, mas que do meio para frente sofre para balançar as redes. Mesmo assim está nas semifinais da Libertadores da América e com chances de conquistar o caneco inédito.
Para muitos, só a campanha alvinegra no torneio continental já prova que o time é vencedor. Pode ser, mas eu me refiro ao título. Jogando desta forma, firme na defesa e frágil no ataque, será possível entrar para a história?
O Corinthians cometeu um pecado capital de planejamento. Mesmo depois de acompanhar as dificuldades de Liedson (foto) na última temporada, quando o artilheiro dava sinais claros de que não conseguiria acompanhar o ritmo dos jogos devido aos problemas físicos, a diretoria não foi à luta por um atacante de ponta, à altura do clube e dos sonhos alvinegros.
O título fez mal à cúpula alvinegra, que se acomodou diante da conquista do título nacional, fechando os olhos para um problema crônico do time. E esse comodismo pode agora derrubar justamente o maior sonho corintiano e da Fiel, que é a conquista do caneco da Libertadores.
O atual Corinthians tem atualmente um atacante com pinta de ex-jogador, neste caso o Liedson, e um reserva imediato, o grandalhão Elton, o qual parece mais um “poste” em campo. Isso limita as opções do técnico Tite, que já aprendeu a conviver com o problema e busca montar uma equipe que consiga contornar esta deficiência do elenco.
O futebol atual exige que um time tenha o chamado matador. Apenas com jogadores de velocidade uma equipe sofre demais, pois cria muito, mas vê também o time desperdiçar diversas chances de gol. É mais ou menos o que acontece com o atual Corinthians.
O esquema 4-6-0 do técnico Tite, cujos dois únicos atacantes da equipe – Sheik e Jorge Henrique – têm a função primeira de vigiar os laterais rivais, fechando os lados de campo, para só depois buscar o ataque. Desta forma o time fica pouco atrativo na frente, mas de certa forma competitivo. Os números provam isso.
No entanto o time vive no “fio de navalha”, uma vez que se sofrer um ou dois gols numa partida, uma virada se torna quase que impossível. Em se tratando de uma competição no estilo mata-mata, como na Libertadores, o risco alvinegro é enorme nos jogos. É preciso muita confiança no setor defensivo e jogar por uma ou duas bolas na frente para conseguir a vitória.
A realidade corintiana é essa e não tem como mudá-la, pelo menos por ora. Sem opções atraentes no mercado nacional de goleadores disponíveis, o Alvinegro terá de buscar opções fora do país. Mas estes reforços só poderão jogar depois do dia 20 de junho, quando se abre a janela de transferências. Sendo assim, Tite e a Fiel terão de conviver com essa deficiência no ataque, principalmente nos dois jogos decisivos da semifinais da Libertadores, diante do Santos.
Se a equipe conseguir o título da Libertadores, contornando a falta de um artilheiro, a conquista será motivo de festa e o esquema será endeusado por muitos. Mas se o revés acontecer, as cobranças virão forte.
Assim como nos jogos, o Timão vê sua relação com a Fiel torcida andar também no “fio da navalha”. O Alvinegro segue vivendo o sonho dourado de conquistar a sua maior cobiça, que é o torneio continental, mas sem força em seu ataque, tornando sua missão ainda mais dramática nos jogos. Esse é o Corinthians…

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One Response to O Corinthians e a Fiel vivem o drama da camisa 9

  1. Alexandre disse:

    Agora é tarde, tem que usar o que tem, os reservas do Liédson que está em má fase ou técnica ou física,não tem condições nenhuma, o négócio é improvisar alguém como aconteceu com o Edenilson no lugar do fim de carreira Alessandro, vamos ver oq que o Tite vai fazer.

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