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As redes sociais e a lei da mordaça

maio 27 • Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Brasileirão, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, Times, Vasco, VitóriaNenhum comentário em As redes sociais e a lei da mordaça

Centenas de mensagens com xingamentos, deboche e palavrões foram direcionadas a este blogueiro. Motivo: uma simples opinião sobre futebol, algo que faço há duas décadas e com credibilidade, afinal ninguém permanece tanto tempo na profissão se não tiver o mínimo de competência.

Ousei dizer que o Palmeiras era líder do Brasileirão, mas o futebol mais vistoso dentro de campo era do Santos. Uma predileção minha, assim como tantas outras. Uma opinião de quem trabalha com análise e se prepara para isso. Um comentário de quem passa o dia lendo, estudando, assistindo jogos e levantando fichas de jogadores e esquemas táticos dos principais times do planeta.

A opinião desagradou os fanáticos de plantão. Desta vez, foram os palmeirenses que se revoltaram. No entanto, isso já aconteceu com as mais diversas torcidas. Os fanáticos estão espalhados pelo mundo do futebol e fazem marcação cerrada. A intolerância é enorme e as redes sociais é um rastilho de pólvora. É preciso ter convicção para manter a opinião e não se curvar ao fanatismo de quem deseja condicionar sua cabeça, seus pensamentos e impor o que você deve apreciar.

O linchamento virtual foi um fato. Adolescentes, jovens, meninos, meninas, senhores, cristãos, evangélicos, todos atacaram uma simples opinião. Enquanto fiz uma análise em cima do que tenho visto no Brasileirão, os torcedores xingaram. Debocharam do meu diploma de jornalista e da minha opinião. Como se eu não pudesse tê-la. Tempos difíceis…

Está tudo lá, no twitter.

O mundo do futebol é assim. Fanatismo puro. Intolerância total. E as redes sociais pioraram o cenário, que sempre foi regado a muito ódio. O mundo virtual dá guarida às pessoas que não desejam ouvir sua opinião, mas sim impor as delas. O campo digital deu voz a essas pessoas. Algo deplorável, mas real.

O linchamento incomodou, é fato. Não pela discordância de opinião, mas sim pela intolerância. Não houve ofensa ou desrespeito, apenas uma opinião em cima do que penso sofre futebol. Não respondi aos fanáticos, afinal não existe diálogo, apenas ataques. O silêncio é melhor.

Mas não se pode calar diante desta violência virtual. A opinião deve existir acima de qualquer ato de intolerância e fanatismo. As redes sociais, assim como o futebol, são um mundo para os fortes. Não me refiro ao lado físico, mas ao psicológico. É importante se manter convicto e consciente de sua opinião. E o silêncio apenas uma estratégia diante do ódio daqueles que se dizem nos perfis como pessoas sociáveis, família, amigo dos amigos, pai e mão exemplar, mas que não respeitam uma simples opinião.

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