Free songs
jr-frente11

Júnior, um craque na bola e no gogó

out 21 • Flamengo, Grandes Craques, TimesNenhum comentário em Júnior, um craque na bola e no gogó

A série “Craques que vi Jogar” chega à lateral-esquerda. E a posição é de Leovegildo Lins da Gama Júnior, ou simplesmente o Júnior, craque do Flamengo e da Seleção Brasileira. Este que para mim foi o melhor lateral-esquerdo da história do futebol brasileiro.

Admito que não gosto de apontar um jogador como o maior de todos, com exceção, é claro, de um tal Pelé. Mas, com relação a Júnior, a classe e magia dele com a bola nos pés era algo apaixonante e hipnotizava até mesmo os anti-flameguistas. Com Júnior eu abro exceção. Ele foi genial.

Já a imagem marcante de Júnior em minha vida de torcedor aconteceu na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. O lateral mostrou naquele mundial, de triste lembrança para nós, brasileiros, o craque que era com a bola nos pés.

Quem esquece o gol dele contra a Argentina, numa jogada maravilhosa entre ele e Zico, repetindo a dobradinha de sucesso do Flamengo?

Júnior marcou na saída de Fillol, com a maestria de sempre, e correu para o abraço, sambando diante da torcida brasileira, tirando o maior sarro dos hermanos, com os seus cabelos estilo “black power”, última moda no início dos anos 80.

Detalhe: Naquela partida, o ainda menino Maradona perdeu a cabeça diante da magia da seleção e acabou expulso após uma entrada criminosa no volante Batista.

Ali, Diego mostrou para o mundo que não era ainda o gênio que brotaria somente no Mundial de 1986, quando aí sim comandou a seleção argentina rumo ao título.

Outro ponto alto do mundial da Espanha foi o lado cantor do craque rubro-negro. Júnior lançou a música que se tornaria o hino daquela seleção na Copa:

“Voa Canarinho, voa! Mostra para o povo que és o rei… Voa canarinho, voa! Mostra lá na Espanha o que eu já sei”, dizia um trecho da canção, que vendeu mais de 600 mil cópias e caiu literalmente na boca do povo.

Apesar da derrota no Mundial, para mim foi uma Copa inesquecível: para a alegria e para a tristeza. Eu me nego a rotular Júnior como um perdedor pela eliminação naquele mundial. Prefiro apontar Júnior como um gênio da bola. Um craque do Flamengo, da Seleção, enfim, do futebol brasileiro.

 

Foto: RCA / Divulgação

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE